Você sabia que os animais estão suscetíveis a sofrer das mesmas alterações oftálmicas que nós, seres humanos? O glaucoma é uma entre doenças oftalmológicas comuns, que também acomete os animais.

Os olhos são responsáveis pela captação dos estímulos luminosos e pelo sentido da
visão. Em seu interior está contido um líquido chamado de humor aquoso que mantém o formato e a pressão intraocular. Esse líquido está constantemente sendo produzido e eliminado, de modo a manter a pressão adequada dentro do olho. Quando esse líquido tem sua reabsorção prejudicada, há o seu acúmulo, e um aumento da pressão intraocular, o que por sua vez, desencadeia o surgimento do glaucoma.

Os principais sintomas do glaucoma são:
– Nebulosidade/ opacidade nos olhos;
– Lacrimejamento excessivo;
– Piscadas em excesso;
– Vermelhidão nos olhos;
– Falta de apetite e dor, podem ocorrer;
– Cegueira aguda;
– Desconforto evidente na área da face;
– Aumento do globo ocular;
– Desorientação.
Os sintomas do glaucoma podem ser confundidos com outros problemas oculares comuns aos animais e, por isso, reforçamos a importância de que a avaliação seja realizada pro profissional médico veterinário capacitado, ou seja, o oftalmologista veterinário.

As causas possíveis para o glaucoma podem ser divididas entre primárias e secundárias. As causas primárias são relacionadas com as alterações hereditárias (herança genética) e, em sua maioria, estão relacionadas há algumas raças específicas, como é o caso dos cães da Raça Shih tzu, Cocker Spaniel, Beagle, Chow Chow, Shar Pei, Huskie, Samoieda e Basset Hound, por exemplo. As causas secundárias estão associadas há outras ocorrências que impedem a adequada drenagem do humor aquoso, que culmina no aumento da pressão intraocular e o desencadeamento do glaucoma.

O diagnóstico do glaucoma pode ser feito de apenas uma forma – usando um pequeno aparelho chamado de tonômetro, que mede a pressão intraocular. É um teste feito no consultório veterinário, e costuma ser bem simples. Uma das pontas do aparelho é encostada levemente na córnea medindo a pressão intraocular, e esse exame costuma levar aproximadamente 30 segundos para a obtenção do resultado. Em alguns casos, o uso de colírios anestésicos se faz necessário mas, na maioria das vezes, os animais tolera bem o exame.

De forma geral, a abordagem terapêutica a ser escolhida envolve o uso de colírios para diminuir e controlar a pressão intraocular. Infelizmente, nos casos de glaucoma primário, o tratamento pode ser frustrante já que a evolução é inevitável e, por isso, o acompanhamento do paciente pelo oftalmologista veterinário deve ser constante.

Quando não tratado, o glaucoma pode evoluir para a completa cegueira do Pet, de modo irreversível. E em alguns casos, onde a sensação dolorosa do Pet é percebida com frequência ou constância, julgamos que sua qualidade de vida possa estar comprometida pelo problema, e a opção de remoção do globo ocular é considerada.
Quanto antes o diagnóstico seja alcançado, sempre maiores serão as chances de controle e sucesso na terapia!

Você tem dúvidas relacionadas à esse assunto, ou a qualquer outra doença ocular nos Pets? Entre em contato com nossa equipe clínica, sempre à disposição para ajudá-los. E lembre-se: diante de alterações oftálmicas notadas em seu Pet, agende diretamente uma consulta com nosso especialista no assunto!