Até que os cães completem o primeiro ano de vida, eles estão vivenciando a sua fase infantil. Nessa época, é importante que seu pet receba muitos estímulos positivos pois é nela que – com muita intensidade – o animalzinho está somando aprendizados e amadurecendo, ainda, diversos comportamentos e sistemas do seu organismo – entre eles, sua capacidade imunológica.
E exatamente porque a imunidade está em fase de maturação, nessa fase é muito comum o médico veterinário diagnosticar doenças de caráter infeccioso, cujos microorganismos causadores podem gerar sinais generalistas como apatia, febre e falta de apetite, mas outros que podemos separar por sistemas do organismo do animalzinho e estarão presentes ou não, na dependência de qual doença está em curso. No geral, os sistemas comumente afetados e que nos chamam a atenção para pesquisar doença infecciosa, envolvem o respiratório (ocasionando sinais de tosse, espirros, secreções purulentas oculares e nasais); digestivo (gerando vômitos, náuseas, diarreia) e neurológicos (com sinais de tremores musculares involuntários, convulsões, entre outros).
Então, muita atenção! Se você é responsável pela saúde de um canino ainda filhotinho, mantenha em mente esses sinais, e não subestime-os. Caso verifique quaisquer dessas alterações, procure pelo atendimento de um médico veterinário da sua confiança imediatamente. Não se esqueça também, de que mais importante do que saber identificar os sinais, é garantir a proteção e reforço imunológico que as diferentes vacinas caninas proporcionam, além de manter os cãezinhos livres de exposição ao risco de infecção (como passeios na rua ou contato direto com outros cães), até que seus organismos tenham desenvolvido o nível adequado de resposta às vacinas aplicadas.
Vacinas devem ser aplicadas por um médico veterinário habilitado, com exame físico do animalzinho realizado antes da aplicação, para que haja uma resposta efetiva à vacina aplicada. Por se tratar de um produto biológico, é muito importante que você confie em quem está realizando esse procedimento pois, se não for realizado da maneira certa, pode ser que o seu pet nem ao menos desenvolva imunidade.
Além das doenças infecciosas, não menos frequentes em filhotes são os quadros de verminoses afetando o sistema gastrointestinal. Alguns outros microrganismos, além dos vermes, também podem ser os responsáveis por manifestações de diarreia, vômito, perda de peso e inapetência nos filhotes, como é o caso da Giárdia spp. Como a capacidade de defesa (imunidade) é mais baixa no filhote do que no adulto, ele fica mais suscetível a infecções intestinais ocorrendo de forma mais frequente, e mais grave. Por isso, o filhote deve ser frequentemente avaliado tanto fisicamente, quanto através de exames de fezes periódico.
Confira, no quadro a seguir, o que o médico veterinário mais observa, ao atender um cãozinho nessa idade:

 

 

ALERTAS IMPORTANTES AO TUTOR DE CÃEZINHOS FILHOTES
O que devo observar? O que devo saber?
Ocorrência de sinais respiratórios como
espirros, secreção esverdeada nasal ou ocular.
É necessária a avaliação veterinária, considerando a possibilidade de infeção pelos agentes da Traqueobronquite infecciosa canina ou Cinomose, para estabelecer o tratamento o quanto antes. Mesmo sinais sutis devem ser investigados, em função da possibilidade de se tratar de Cinomose, que é extremamente grave, e exige tratamento médico o mais cedo possível, no curso da doença.
Ocorrência de vômitos, diarreia e/ou falta
de apetite.
Esses sinais são bastante inespecíficos, e devem incluir na triagem do diagnóstico de cada caso a possibilidade de ingestão de corpo estranho, verminoses, giardíase, parvovirose e cinomose. Como algumas das possibilidades são graves, é importante que o tutor busque ajuda o quanto antes para que, nesses casos, haja maior chance de cura.
Observação de que o cãozinho filhote está muito “desanimado” e “frio”. Caso você note algum desses sinais em cães filhotes (e especialmente se ele também não está se alimentando como deveria, ou tiver apresentado vômito ou diarreia), busque atendimento médico imediatamente! Em comparação aos animais adultos, os cães filhotes têm muito menor capacidade de sustentar tanto os níveis adequados de glicemia, quanto o calor corpóreo. A queda da temperatura e a glicemia em níveis muito baixos infelizmente são constatações comuns durante o atendimento de filhotes, e são condições graves que podem levar até ao óbito.
Ocorrência de engasgos ou tosse após a
administração de medicamento ou alimento.
Cães filhotes são geralmente animais muito pequenos, o que exige muito cuidado de manejo para a administração de volumes por via oral, seja de alimento ou medicação. Deve-se sempre manter o animalzinho em posição fisiológica (com a barriga voltada para baixo), durante as administrações. A velocidade da administração deve ser muito lenta, de modo a permitir que o volume seja engolido, e não aspirado. Peça orientação e treine esse manejo junto do médico veterinário da sua confiança!