Alguns problemas de saúde, quando afetam nossos animais de estimação, são capazes de gerar dores crônicas que, quando presentes, justificam sempre o acompanhamento periódico do Pet pelo profissional médico veterinário, de forma a garantir o adequado controle da sensação dolorosa e, muitas vezes, da progressão do diagnóstico que causa essa dor.

Nas épocas de frio, a sensação dolorosa pode ser mais evidente e intensa, e por isso devemos manter a nossa atenção redobrada! Exemplos importantes de doenças geradoras de dor crônica são as osteoartrites e artroses, de comum ocorrência em cães e gatos de meia idade a idosos; doenças de discos intervertebrais da coluna dorsal; fraturas ósseas e luxações articulares, até mesmo aquelas ocorridas há mais tempo.

Se você possui um cão ou um gato com histórico das alterações acima já diagnosticadas no passado, lembre-se da necessidade de protegê-lo muito bem da friagem, e considere uma visita ao médico veterinário para que ele possa avaliar seu Pet quanto ao nível de dor e à progressão de sua condição ortopédica. E, mesmo você que nunca teve nenhum destes diagnósticos concluídos durante a avaliação médica do seu Pet, fique atento, especialmente se ele é um cão ou gato maduro, senil ou geriatra! 

A grande maioria dos animais nessas faixas etárias desenvolve um ou mais focos de doença articular degenerativa, que somente podem ser descartadas se o Pet é submetido a avaliações de imagem (inicialmente, a radiografia simples). Nesta fase do ano em que nos encontramos –  o Inverno – pode ser mais fácil notar alterações, mesmo em casa, que sugiram a necessidade de pesquisa diagnóstica para alterações ósseas e articulares no seu Pet. 

Então, repare – no caso dos cães:

  1. 1. Se ele diminuiu o nível de atividade física diária, e prefere agora permanecer deitado por mais tempo, mesmo acordado;
  1. 2. Se ele se senta ou deita, assumindo posições ou postura diferente;
  1. 3. Se ele leva mais tempo para se levantar, após os períodos de repouso;
  2. 4. Se apresenta alterações de marcha, em quaisquer dos membros, ao caminhar.

E, no caso dos gatos:

  1. 1. Se ele diminuiu o nível de atividade física diária, e prefere agora permanecer deitado por mais tempo, mesmo acordado;
  1. 2. Se ele evita se sentar para realizar as refeições;
  1. 3. Se ele tem dificuldade em acessar locais altos, eventualmente tenta pular e cair; ou, se ele simplesmente deixou de demonstrar interesse em alcançar locais mais elevados;
  2. 4. Se ele tem dificuldade em acessar a caixa de areia, dificuldade em assumir a postura para eliminar urina ou fezes.

Se a sua resposta foi “sim” para quaisquer dessas alternativas, é possível que o seu Pet conviva com algum grau de dor, e sua avaliação ortopédica é fundamental para que possamos te ajudar a restabelecer conforto e qualidade de vida.

Gostou dessa dica? Grude no seu cobertor e fique ligado, pois outras ainda virão!