A doença renal crônica (DRC) é diagnosticada através da avaliação clínica do paciente pelo médico veterinário, obtenção do histórico detalhado do paciente, inclusive medicamentos utilizados, exposição a toxinas, qualidade da dieta utilizada ao longo da vida, características fisiológicas do paciente em seu dia a dia, além de informações complementares advindas de exames físico e laboratoriais do paciente, no contexto de um paciente clinicamente estável.

Embora na maioria dos casos não existam sintomas no início da DRC, em outros estágios da doença os sinais clínicos que podem ser notados são: Poliúria (muito volume diário de urina e micção frequente), polidipsia (ingestão de água acima do volume diário esperado), perda de peso, apatia, diminuição do apetite, desidratação, episódios de vômitos e mau hálito.
Além desses, o médico veterinário poderá observar: anormalidades renais palpáveis, evidências de perda de peso, desidratação, mucosas pálidas, úlceras na cavidade oral (nas gengivas ou língua), hipertensão e algumas de suas complicações como o descolamento de retina. 

Os exames já conhecidos da maioria dos responsáveis pelos animais como a urinálise (avaliação da urina), dosagem de creatinina sérica e uréia, são os mais rotineiros para detecção da função renal e, consequentemente, da possível presença de doença renal crônica no cão ou no gato.
A creatinina aumentada sempre foi um dos maiores achados laboratoriais para detectar a doença renal nos animais. Entretanto, a creatinina não aumenta até que ocorra a perda de 75% da função renal. Com isso, muitos pacientes acabavam sendo diagnosticados tardiamente pelos exames, até então, disponíveis para uso dos médicos veterinários.
Com a recente chegada de um novo marcador biológico sanguíneo chamado de Dimetilarginina simétrica (SDMA) que possibilita a avaliação da taxa de filtração dos rins, podemos detectar mais precocemente a perda da função dos rins com apenas 25% de lesão no órgão. Uma grande diferença, então, para a avaliação e estagiamento precoce dos pacientes com alguma disfunção renal.
Com a avaliação da SDMA, a Doença Renal Crônica pode ser detectada até 48 meses antes do que a creatinina em gatos, e 27 meses antes nos cães.

O uso da SDMA, juntamente com a mensuração da creatinina sanguínea, pode contribuir significativamente para o diagnóstico precoce da Doença Renal Crônica.

Quanto mais cedo a DRC for diagnosticada, melhor será a contribuição do manejo nutricional, proteção dos rins, e possíveis outras medidas necessárias para o controle dos sintomas e da evolução da doença.

Acompanhe nosso site, pois ainda nesse mês de março estamos preparando uma ação especial para que o seu Pet tenha a oportunidade de realizar exames preventivos, incluindo marcadores da função renal nos adultos e senis.